Automáticos, automatizados e CVT, qual a diferença?

Transmissão automática, automatizada ou CVT e suas diferenças

Com a crescente demanda por veículos equipados com câmbio automáticos, novas questões vem povoando as conversas sobre o assunto e uma delas fala sobre os diferentes tipos de transmissão automática. Vamos a elas:

Câmbio automático.

Encontrado na maioria dos veículos automáticos, o câmbio automático tradicional funciona de uma forma muito diferente do câmbio manual.

alavanca de câmbio manual

alavanca de câmbio manual

A primeira diferença que encontramos quando estamos no volante de um carro automático, é a alavanca de câmbio. Enquanto no carro manual, temos de posicionar a clássica alavanca de mudanças no local correspondente à marcha que desejamos utilizar, no automático temos, na maioria das vezes uma alavanca deslizante que vai para frente e para trás indicando letras e números que indicam diferentes comportamentos da transmissão.

Assim, quando queremos ir para frente, posicionamos o câmbio em D, que vem do inglês “Drive” e nada mais

alavanca de câmbio automático

alavanca de câmbio automático

significa que “Dirigir”. Podemos escolher a ré, o neutro (ponto morto) e também evitar que o câmbio passe para uma próxima marcha utilizando os números 1, para apenas primeira marcha, 2 para primeira e segunda e assim por diante.

A segunda diferença que percebemos é a ausência do pedal da embreagem. No carro automático basta pisar no acelerador (com o carro engatado) e este começa a deslizar suavemente. No lugar da embreagem que precisa de nossa intervenção para duas peças entrem em atrito para fazer a união entre motor e câmbio, existe um dispositivo chamado Conversor de Torque.

O conversor é uma espécie de turbina imersa em óleo. Quando pisamos no acelerador, esta turbina gira mais rapidamente impulsionando o óleo como num ventilador, através de dutos que por sua vez estão conectados ao câmbio. A força do fluido entrando pelos dutos provoca o movimento. Podemos simular o funcionamento de um conversor de torque ao ligarmos um liquidificador. A hélice faz com o que o líquido gire junto com

Conversor de torque, motor a esquerda e câmbio a direita.ela enquanto o copo faz a resistência na direção oposta.

Finalmente chegamos as marchas. Se dentro do câmbio manual basicamente encontramos um longo cilindro onde ficam as diferentes engrenagens que são responsáveis pelas marchas de seu carro, no câmbio automático existe uma peça primordial chamada Caixa Satélite ou Planetária.

Conjunto de engrenagens planetárias ou caixa satélite

Conjunto de engrenagens planetárias ou caixa satélite

A planetária é um conjunto de engrenagens de tamanhos diferentes que possui vários eixos. Na medida em que um ou outro eixo é bloqueado ou liberado, temos a diferente combinação de engrenagens resultando nas marchas.

Nas primeiras transmissões, o gerenciamento das trocas das marchas era exclusivamente mecânico e hidráulico, já atualmente a centralina ou módulo eletrônico é responsável pela “escolha” de qual marcha é mais adequada para cada momento.

Dirigir um carro automático é muito agradável, mas a principal desvantagem desta transmissão é o consumo de combustível, pois o conjunto conversor de torque faz com que o conjunto pese um pouco. Naturalmente, quanto mais moderna e atual a transmissão, menor o consumo. Então, nos modelos mais recentes temos um número de marchas maior, o que significa menor uso do conversor e finalmente, mais economia. Sendo assim, uma transmissão com quatro marchas faz com que o carro consuma muito mais se comparada a uma de seis, sete ou oito marchas.

Câmbio automatizado

Este tipo de transmissão divide-se em dois tipos distintos: embreagem simples e dupla.

Embreagem simples

Transmissão EasyTronic

Alavanca de câmbio Easytronic

Ela anda em moda ultimamente, consiste basicamente numa transmissão manual onde as mudanças de marchas e o acionamento da embreagem é feito por braços robotizados e gerenciados pelo módulo eletrônico. Acho que não precisamos ir mais longe nas explicações, não é mesmo?

i-motion

Alavanca de câmbio i-Motion

Apesar de fazer mudanças de marcha irritantemente lentas para alguns, e apresentar certo atraso nas saídas, ela atende tranquilamente aquelas pessoas que usam o carro exclusivamente como meio de transporte. Elas tem a vantagem de possuir um custo mais baixo e por isso, tem sido utilizadas inclusive em veículos de valor mais baixo.

Alavanca de câmbio Dualogic

Alavanca de câmbio Dualogic

Esta transmissão recebe os nomes i-motion nos carros VW, Dualogic (Fiat) e Easytronic (GM).

Embreagem Dupla

Se você queria ficar mais pertinho dos câmbios utilizados na Fórmula 1, a DSG funciona igualzinho. As grandes borboletas de mudanças que ficam no volante do carro permitem mudanças instantâneas (se você optou por dirigir no “manual”), pois o sistema de dupla embreagem permite que duas marchas sejam engatadas “ao mesmo tempo”, já que uma fica pronta para entrar em ação enquanto a outra já está engatada. O prazer de dirigir um 31f49-dsg-0021.jpgcarro equipado com câmbio DSG faz você pensar duas vezes se um dia tiver de voltar para o sistema tradicional.

O câmbio automatizado de embreagem dupla, também conhecido como DSG (direct shift gearbox) é tão diferente daquele de embreagem simples que deveria ser tratado como um tipo de transmissão automática completamente específica, pois não é apenas o fato de existirem duas embreagens em ação, mas o mecanismo interno da transmissão é completamente único.

Ficamos tão apaixonados que escrevemos um artigo inteirinho a respeito desta transmissão nesse link, você já leu? Então o que está esperando?

Câmbio CVT

cvt-6.jpgO câmbio CVT é mais antigo do que você imagina, alguns carros do início do século passado já utilizaram este tipo de transmissão que inclusive funcionou até mesmo com correias de couro. Basicamente a transmissão CVT funciona quando duas polias de tamanho variável são conectadas por uma correia. Esta pode ser de borracha como a encontrada em algumas motocicletas e quadriciclos, ou metálicas como nos carros em geral.

ce7bc-cvtpulleyshighgear.jpgAo dirigir um carro CVT, notamos que a rotação tende a variar muito pouco, já que as polias variam de tamanho possibilitando infinitas combinações de marchas. Quem gerencia este movimento é o módulo transmissão que pode inclusive gerar a sensação de mudanças de marchas para quem acha que o carro fica parecendo uma enceradeira.

 

 

De fato a transmissão CVT, quando funcionando sem compromisso com pressões sociais, permite que o motor mantenha a linha de torque máximo, o que significa muita economia e otimização de uso do motor.5c026-cvtpulleyslowgear.jpg

Alguns CVT utilizam conversor de torque, outros possuem embreagem eletrônica, mas qualquer que seja o tipo, o mais fascinante é o fluido, pois os engenheiros conseguiram reproduzir um comportamento semelhante ao velcro em um óleo. É que ele possui características moleculares absolutamente especiais que permitem que as peças que estão se tocando possam se separar facilmente quando se afastam ao mesmo tempo em que tendem a ficar grudadas quando são tracionadas longitudinalmente.

Temos alguns artigos mais específicos sobre o CVT, inclusive este aqui com dicas de uso e este aqui sobre como funciona o câmbio CVT.

Também temos este artigo sobre os problemas e soluções do Nissan e o Renault Fluence, ambos equipados com transmissão CVT e também este outro artigo sobre o CVT Multironic do Audi e do Passat.

 

 

 

Um guia para as luzes espia de seu carro

Este é um pequeno guia para ajudar você a identificar a infinidade de luzinhas que acendem e apagam no painel do carro.

Vamos começar pelas mais básicas que praticamente todo carro tem:

luzes espia do painel de seu carro

 

luz-temperatura1. Luz indicadora de temperatura altaGRAVE – Problemas no sistema de arrefecimento, pode ter furado uma mangueira do radiador, melhor parar o carro e chamar socorro. Se você persistir, o aquecimento excessivo poderá destruir seu motor e causar um bom prejuizo. Por algum motivo muito sinistro, os carros não possuem um auto-off quando esta luz acende, você não acha isso feio?

2. Check de motor – existem vários dispositivos e sensores conectados a esta lâmpada, quando algum deles não exibe o comportamento esperado, ela acende. Significa que pode haver algum problema com o sistema de injeção, nada muito grave, dá até para continuar rodando assim, mas é preciso descobrir o que houve. Entre as consequências, seu carro poderá começar a gastar muito combustível e a emitir muita fumaça.

3. Luz da pressão do óleo – GRAVE – problema grave, a pressão do óleo caiu. Isso significa que há pouco óleo no motor ou a bomba de óleo quebrou. Pare o carro e chame o socorro. Em nossa opinião, o carro também deveria se desligar automaticamente quando esta luz acende, mas a indústria automobilística tem outras prioridades.

4. Faróis acesos - Tudo bem se você não usa luzes extra brilhantes que cegam os outros motoristas.

5. Portas abertas – Alguma porta do carro não foi fechada corretamente e poderá abrir em movimento, consulte se não tem ninguém faltando.

7. Luzes do pisca estão ligadas, indicando que você pretende mudar de direção. Algumas pessoas piscam para um lado e vão para o outro, não faça isso…

8. Farol de neblina está ligado, você perdeu seus óculos na estrada e voltou para procurar?

9. Luz de aviso do freio – Ou o freio de mão está puxado ou há problemas com seu sistema de freios. Está na hora de visitar a Automatik o quanto antes.

10. Luz de aviso da bateria – Se acender enquanto você está rodando, a bateria não está recebendo carga. O carro funciona ainda, mas toda a parte elétrica pode ficar comprometida. Visite o auto-elétrico o quanto antes, talvez o alternador tenha ido pro espaço ou a bateria tenha chegado ao final da vida. Você sabia que a duração média de uma bateria é de dois anos?

11. Pisca alerta – use somente com o carro parado. Ligar o pisca alerta com o carro em movimento (como em dias de neblina, por exemplo), é um perigo muito grande, pois os outros motoristas podem pensar que você está parado e provocar um acidente. Muita gente ainda faz isso, especialmente quem pega a Imigrantes, você já viu?

Estas aqui são encontradas em apenas alguns carros, mais raras, mas também cheias de significado.

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12. Luz do ABS – Agora obrigatório em todos os carros, ABS é o sistema que impede que as rodas do carro travem numa freada mais forte, com o chão molhado, por exemplo. Isso impede que seu carro escorregue e corra o risco de sair de controle.

Quando o ABS entra em ação, você sente o pedal do freio vibrar e as vezes até escuta uma espécie de ronco, não se assuste, é assim mesmo. Quando você liga o carro a luz acende e logo apaga para fazer uma checagem, mas se ela insiste em ficar acesa, então há algo errado com o sistema ABS que precisa ser checado.

13. Luz de falta de combustível - Não precisa explicar muito, não é? Alguns carros flex também tem uma parecida que indica a falta de gasolina no reservatório de partida a frio. Sem essa gasolina, o carro fica muito difícil de pegar de manhã cedo. Aproveite para somente usar gasolina pódium da BR nesse reservatório, pois ela é a única que dura seis meses sem estragar.

14. Luz de aviso padrão – Ou luz do “algo errado”. Esse é um aviso genérico que pede sua presença na oficina, será que você não trancou o cachorro no porta-malas?

luz-problemas215. Luz de problema no módulo eletrônico – Alguns carros automáticos possuem apenas um módulo para gerenciar tanto a transmissão automática quanto a injeção eletrônica (e demais funções do veículo). A luz indica que algo errado está acontecendo, sugiro comparecer a Automatik o quanto antes.

16. Luz da luz interna – Ese é o aviso de que há uma lâmpada acesa dentro de seu carro, você vai dar uma festa?

17. Luz de problema no circuito elétrico – Esse aviso indica que há algum problema elétrico, visite o auto-elétrico.

18. Aviso do cinto de segurança aberto- Aperte o cinto! Não sabe que além de perigoso é proibido andar sem o cinto de segurança? Eu costumo dizer para minha filha que não vejo a hora de entrar no carro para poder usar o cinto… ela acreditou da primeira vez.

19. Air bag com problemas – Não é uma emergência, mas quando essa luz não quer apagar, provavelmente o air bag não irá funcionar em caso de colisão. Dependendo de quem estiver ao seu lado, seria bom verificar o que se passa.

20. Air bag lateral com problemas – O mesmo que acima, para o airbag lateral, presente em alguns carros mais bacanas.

21. Baixa pressão nos pneus – Alguns carros muito bacanas tem isso também, indica um pneu murcho. Procure corrigir, pneus com baixa pressão fazem o carro gastar mais combustível, além de se desgastarem mais rapidamente.

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22. Desembaçador do parabrisas – Indica que o desembaçador do parabrisas está ligado.

23. Desembaçador traseiro – Essa luz acende para avisar que o desembaçador do vidro de trás está ligado.

24. Luz Overdrive desligado – Em alguns modelos, o Overdrive é a marcha mais longa de um câmbio automático. Algumas transmissões tem um botãozinho que permite que essa marcha nunca engate para evitar excesso de mudanças, quando andando no trânsito da cidade, por exemplo. Se você for pegar a estrada, é melhor ligar o Overdrive, isso ajudará a andar mais rápido e gastando menos combustível.

25. Luz de aviso da cadeirinha do bebê – Alguns carros tem isso também, se a cadeirinha do bebê não estiver corretamente instalada, a luz pode acender, só espero que isso aconteça antes do bebê aparecer perto do seu sapato. Tenho um amigo que trouxe uma cadeirinha último tipo da Alemanha, praticamente o que existe de melhor no planeta, mas… ela não tem o selo daquele órgão nacional, como é o nome mesmo?

26. Luz da tração integral – Essa luz indica que você ligou o 4×4 do seu carro. AWD quer dizer All Wheel Drive, tração em todas as rodas. Muito bom para visitar seus amigos naquele sítio que fica no fim do mundo da lama.

27. Luz do esguicho do parabrisa – indica que você está jogando aguinha no parabrisas e os limpadores estão funcionando.

28. Luz do fluido de freios – Uma luzinha rara, indica que há problema com o fluido de freio, você sabia que ele fica velho? Leve o carro para a Automatik.

29. Piloto Automático ativado – Indica que o sistema que mantém a velocidade constante sem necessidade de pisar no acelerador está ativado.

30. Luz das travas de segurança das portas traseiras – Se estiver aceso indica que as portas traseiras não podem ser abertas pelo lado de dentro

Se seu carro tiver alguma outra luz que não consta aqui neste guia, conte pra gente, essas são somente as que estão no painel do meu Fusca.

 

Ford Fusion 6 marchas com 6F35 patinando, mais um defeito solucionado pela Automatik

Neste novo artigo sobre o 6F35, fique sabendo tudo sobre o defeito que provoca patinação em primeira marcha no Ford Fusion.

Versões equipadas com a transmissão automática 6F35 de 6 velocidades: Ford Fusion 6 marchas F/AWD (4×2 e 4×4) L4 1.6L, 2.0L, 2.5L e V6 3.0L

Ford Fusion equipado com transmissão 6F35 com defeito solucionável na Automatik

Ford Fusion equipado com transmissão 6F35 com defeito solucionável na Automatik

Os sintomas que a transmissão apresenta são patinação que pode culminar em vazamento crônico e até a destruição da transmissão, conforme debatido no artigo anterior sobre o Ford Fusion.

A Ford apresentou uma solução que consiste em uma atualização feita no software que gerencia o módulo de controle da transmissão e que consegue aumentar a pressão de trabalho no corpo de válvulas. Assim como um remédio

Componentes do Corpo de válvulas do 6F35

Componentes do corpo de válvulas do 6F35

para gripe que age nos sintomas, esta correção é paleativa e atua apenas em uma consequência do problema ao invés de resolver a causa. A solução da Ford não vem reunindo muitos admiradores, basta prestar um pouco mais de atenção as queixas do proprietários nos forums além dos clientes que terminam nos procurando.

Aqui na Automatik já desenvolvemos uma solução que age diretamente na causa do problema e que consiste na atualização física do corpo de válvulas através de um retrabalho no kit e substitução de válvulas específicas. Para se chegar a este resultado, foi necessário uma longa pesquisa e a aquisição de equipamentos e ferramentas especificamente desenhados para a recuperação da 6F35.

A Solução encontrada pela Automatik resolve definitivamente o problema com um expressivo nível de confiabilidade e segurança.

O defeito que é debatido no artigo anterior sobre o Ford Fusion, mais especificamente no modelo 4×4, é uma consequência agravada pelo

Componente do dispositivo para alinhamento do retrabalho no corpo de válvulas da 6F35 - Automatik

Componente do dispositivo para alinhamento do retrabalho no corpo de válvulas da 6F35 – Automatik

defeito no corpo de válvulas que ao trabalhar com baixa pressão, termina provocando um

desgaste pronunciado em uma peça que também possui a solução conforme apresentado no artigo que você pode ler aqui.

Nissan Sentra e Renault Fluence CVT XTronic – Defeitos e soluções

Boas notícias para os proprietários de Nissan Sentra e Renault Fluence, ambos equipados com a transmissão CVT sob o nome comercial XTRONIC:



Temos recebidos vários clientes com queixas de trancos e perda de potência no veículo. Na maior parte dos casos, o defeito tem início dentro do sistema de controle hidráulico (chamado Corpo de Válvulas).

Aqueles clientes que levaram seus veículos até uma concessionária já perceberam que elas basicamente adotam a política de condenar o corpo de válvulas, oferecendo um novo a valores que beiram os R$8.000,00 (oito mil reais).

Felizmente e a exemplo do que ocorreu com os câmbios 09G (linha Jetta, Golf, A4 etc), AL4 da linha francesa, BAXA da Honda, 4727E e FNR5 (da linha Focus, Fusion e Ecosport), o 6T70 (Captiva e Fusion V6) e outros, o setor de pesquisas da Automatik já desenvolveu uma solução para o problema assim como os outros atuadores e controles internos dessa fantástica transmissão CVT com peças atualizadas e é claro, exigindo um investimento muito inferior.

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A transmissão CVT é um espetáculo à parte como você pode conferir neste artigo de nossa autoria escrito há algum tempo.


Câmbio Automático SLXA Honda Civic de 2001 a 2004 e seus problemas

O Honda Civic de 2001 a 2004 apresenta defeito com certa frequência. Ele se manifesta exibindo os seguintes sintomas:

  • Transmissão entra em neutro
  • Fazendo ruído
  • Patinação
  • Funciona só quando frio
  • Trepidando nas trocas
  • Sem tração

Basicamente o que ocorre é a perda das características originais do fluido, que termina causando entupimento no sistema de filtragem. Com o aumento dos sintomas, a transmissão termina patinando o que contribui para o desgaste prematuro.

2001-2003 Honda Civic photographed in College ...

2001-2004 Honda Civic e os defeitos da transmissão automática SLXA

A reforma da transmissão é absolutamente viável e vem apresentando resultados muito satisfatórios com custos relativamente baixos, especialmente se formos comparar com aqueles praticados pelas concessionárias.

Estamos habilitados inclusive para fazer o reparo sem a presença do veículo, abrindo um canal muito conveniente para os clientes que se encontram distantes da oficina.

A transmissão pode ser enviada diretamente para nós, onde o reparo é feito e então enviada de volta para o cliente. Saiba mais sobre os custos visitando este link.

O problemático e caro câmbio automático 01M.

Entenda os problemas crônicos da transmissão automática 01M que equipa a linha VW e Audi de 1996 a 2006 

 

Audi A6 e VW Passat equipados com 01M

Audi A6 e VW Passat equipados com 01M

Aqui na Automatik, temos recebido inúmeras solicitações e dúvidas sobre a antiga e problemática transmissão 01M que equipa grande parte da linha VW e Audi desde 1996 ate 2006. Infelizmente o reparo é caro devido a vários problemas crônicos.

Felizmente a Automatik já tem bastante experiência com o 01M e pode fazer seu reparo com uma tranquilidade maior para o cliente. É claro que devido à variedade e complexidade que temos observado nos defeitos que se manifestam nesta transmissão, achamos que é uma ótima ideia procurar esclarecer aqui, alguns destes problemas, de forma suavizar o caminho do cliente que possui um carro equipado com esta transmissão e que infelizmente, pode vir manifestar defeito.

Você está rodando feliz com seu A3 ou com seu Golf equipado com a macia e precisa transmissão 01M quando começa a sentir alguns (ou todos) os sintomas abaixo:

  1. Transmissão travando em 1 marcha depois de quente
  2. Patinação e ou tranco na troca de 2-3
  3. Motor apagando ou forte tentativa de tração ao engatar Drive ou Ré ( aplicação incorreta de TCC )
  4. Câmbio travando em 3 marcha ( emergência )
  5. Câmbio desengatando primeira marcha após aquecido, seguido de forte tranco ao se tentar sair.

Nessa hora dá uma tristeza danada, afinal escutar sobre defeitos ou quebras em transmissão automática, é como notícia de gato que subiu no telhado. Pior ainda está acontecendo com você!! Seus planos mais imediatos começam a desmoronar como prédios cariocas, alguma coisa precisa ser feito e é agora!

A concessionária é a primeira a te aterrorizar com um orçamento digno do Itaquerão, será que seus dias de carro alemão estão chegando ao fim? Descubra o que se passa lendo o restante do texto.

Mas porque ela é tão problemática? Por que seu conserto é tão crítico e custa tão caro?

Cinta Flexível do 01M “cozida” a 150ºC!!

Cinta Flexível do 01M “cozida” a 150ºC!!

 

 

 

 

 

 

 

 

O 01M É uma transmissão de 4 velocidades eletronicamente controlada e com radiador embutido no próprio câmbio. Costumeiramente, o diferencial, está mergulhado no fluido da transmissão. Já na 01M, este possui uma câmara separada e usa um fluido específico para diferencial.
A alta temperatura de trabalho é um dos maiores vilões do dia a dia do 01M. Percebemos que por trabalhar a incríveis 130ºC, podendo facilmente chegar a 150ºC, é muito comum encontrar suas pecas internas literalmente cozidas, especialmente aquelas feitas em borracha, além da cinta flexível. Para piorar, o trocador de calor entope com uma facilidade acima do normal, o que abrevia sua vida útil.
Uma de nossas primeiras atitudes é sugerimos a substituição do trocador de calor sempre que a temperatura estiver trabalhando acima dos 130 graus.

O Diferencial

Diferencial do 01M destruído por falta de lubrificação.

Diferencial do 01M destruído por falta de
lubrificação.

Outro problema crônico do 01M acontece no diferencial. Ele costuma apresentar defeito no rolamento, literalmente explodindo e inclusive, atingindo de forma irremediável a carcaça do câmbio que se quebra de forma irreparável.

O vilão da história é uma pegadinha que não perdoa os mecânicos pouco experientes, pois o uso de um fluido exclusivo para o diferencial, o que é muito incomum na maioria dos câmbios, termina passando despercebido para alguns menos atentos, que muitas vezes simplesmente se esquecem de adiciona-lo e entregam o carro para o cliente com o diferencial completamente seco. O capítulo seguinte é a destruição do diferencial.

Pode parecer incrível que isso possa acontecer, mas os casos se acumulam e frequentemente somos visitados por clientes que passaram por este tipo de drama e terminam em nossa porta atrás de uma solução.

A Bomba de Fluido Principal

A bomba de fluido principal que apresenta desgaste na região da flange

A bomba de fluido principal que apresenta desgaste na região da flange

Verificamos também com grande frequência, a destruição da bomba de fluido principal, item caro e cada vez mais difícil de encontrar. A região da flange da bomba se desgasta dando início a um processo altamente destrutivo.

Outro item bastante problemático é o chicote interno da transmissão em que neste modelo os engenheiros usaram uma cinta flexível, como aquelas usadas no interior de aparelhos como celular e laptops, como trabalha mergulhada no fluido a altíssimas temperaturas. Infelizmente, a vida útil desta fita é bem reduzido.

Por estes motivos é muito comum encontrarmos clientes descontentes com carros equipados com transmissão 01M, que já pagaram por reformas caríssimas e chegam até nós exaustos e com transmissões ainda causando revezes.

Infelizmente estamos diante de uma transmissão automática que não aceita reparos parciais, os pistões revestidos de borracha devem ser trocados, mesmo tendo passado nos testes, o conversor obrigatoriamente deve ser devidamente reparado, o radiador e a cinta devem ser trocados mesmo que pareçam bons, o câmbio JAMAIS pode ser enchido com fluido mineral Dexron III, pois devido a alta temperatura de trabalho deve-se utilizar exclusivamente fluido sintético de qualidade. O fluido do diferencial também precisa ser sintético.
A parte elétrica externa ao câmbio também precisa ser verificada, pois também é muito problemática, especialmente o módulo, o conector do módulo e o chicote na região do câmbio, que são itens que frequentemente apresentam problemas em veículos que usam a problemática 01M.

A experiência nos mostrou que um trabalho realmente completo é a chave do sucesso no reparo da 01M. Aqui, não há espaço para consertos “econômicos” e muito menos para aquela famosa “garibada” para venda.

A problemática válvula reguladora do conversor de torque.

A problemática válvula reguladora do conversor de torque.

 

Para terminar o artigo, vamos conferir os sintomas mais comuns apresentados acima e fazer uma análise específica de cada um deles.

  1. Transmissão travando em 1 marcha depois de quente.
    Análise: O aquecimento excessivo é o gatilho deste sintoma. Sempre que a temperatura ultrapassa os 140 graus, o 01M tende a segurar em primeira ou segunda marcha. As causas variam e podem ser:
    a) trocador de calor ineficiente
    b) corpo de válvulas problemático
    c) defeito eletrônico (o sistema informa à central uma temperatura mais alta do que a real).
  2. Patinação e ou tranco na troca de 2-3
    Análise: Patinação significa que você acelera, o motor sobe de giro e o carro não responde com força. Esta patinação geralmente é acompanhada de breve desengate na troca. O RPM sobe rapidamente e observa-se trancos. Isto está relacionado à problemas de vazamento hidráulico no pistão de aplicação. Centrais desprogramadas costumam apresentar este sintoma também, neste caso sugerimos sempre fazer a reprogramação do módulo do câmbio como medida inicial.
  3. Motor apagando ou forte tentativa de tração (tranco) ao engatar Drive ou Ré (aplicação incorreta de TCC)
    Análise: A aplicação do TCC indevida, além de causar o sintoma acima causa outros sintomas como trancos e trocas irregulares. Verificamos algumas vezes defeito no corpo de válvulas que causou estes sintomas, além também, de solenoides problemáticos.
  4. Câmbio travando em 3 marcha (emergência)
    Análise: este sintoma geralmente é causado por defeitos de circuito ou sensores. São falhas que são interpretadas pelo módulo, como defeitos e terminam aplicando a 3ª marcha por segurança (modo emergência). No caso do 01M, desgraçadamente nenhuma luz indica ao motorista que o câmbio entrou em emergência.
  5. Câmbio desengatando primeira marcha após aquecido, seguido de forte tranco ao se tentar sair.
    Análise: este sintoma está relacionado com um vazamento de pressão no pacote de marcha à frente, muito comum depois de aquecido. A correção requer abertura da transmissão para reparo na integridade hidráulica do pacote.

Precisou voltar pra oficina? Calma…

Texto de Silvio Carlos Ambrosini – Diretor Automatik.

O problema:

Algumas pessoas ficam chateadas quando levam seus carros até uma oficina e o problema não é resolvido de imediato. Isso faz com que elas tenham de retornar a oficina para uma nova intervenção o que as vezes termina acontecendo com cara feia ou pior, com reclamações que podem até chegar aos meios de comunicação.

A insatisfação é natural, afinal assim como quando você vai no médico e espera sair de lá com uma receita no bolso, tomar os remédios e não precisar voltar mais, você também espera que uma vez feito o conserto, seu carro fique perfeito e você não precise voltar para aquele ambiente pouco atraente.

Infelizmente, também assim como o médico pode não conseguir atingir a causa exata de seus males e prescrever um remédio pouco eficiente, obrigando-o a um retorno, a oficina também corre o risco de deixar passar algum detalhe em seu carro que obriga você a voltar para lá.

A profundidade com a qual são feitos os “exames” em seu veículo varia de acordo com um conceito que na oficina, chamamos de Procedimento de Primeiro e de Segundo Nível.

Este tipo de procedimento também é utilizado em várias outras áreas, inclusive na medicina, na eletrônica, na eletrotécnica, no conserto de sua TV, celular ou geladeira e assim por diante.

Vamos ver como isso funciona:

Numa oficina, uma média de 95% dos defeitos são corrigidos em primeiro nível sem necessidade de novas intervenções. Levando esse alto percentual em conta, a oficina sempre utiliza técnicas que agilizam o trabalho e reduzem o tempo de permanência na oficina (o que sem dúvida é uma reivindicação constante do cliente, ninguém quer perder uma semana para trocar quatro amortecedores ou corrigir bicos sujos, não é mesmo?).
Sobram então, 5% de defeitos que são causados por coisas pouco comuns e que na maioria das vezes são mais difíceis de serem identificados. Considerando o procedimento de primeiro nível, alguns desses defeitos não serão identificados numa primeira visita a oficina, mas sim após o re-uso do veículo.

PRIMEIRO NÍVEL: Observar os sintomas que ora são apresentados pelo cliente, analisar suas possíveis causas e atacar os defeitos mais comumente relacionados a tais sintomas utilizando padronização de ações e observando partes que comumente apresentam maior nível de desgaste natural por uso.

SEGUNDO NÍVEL: Atacar os defeitos que não foram resolvidos no primeiro nível levando em conta outras variáveis, como agentes externos (água em lugares indesejados, uso de materiais estranhos), uso incomum (pessoas com direção excessivamente ágil ou que percorrem estradas muito irregulares), partes do veículo que normalmente não apresentam desgaste importante.

É essencial compreender que a oficina leva em conta o tempo de permanência do veículo quando faz uma inspeção de primeiro nível, ou seja, se para todos os veículos fossem utilizados procedimentos de segundo nível, a oficina perderia seus clientes devido ao tempo gasto desnecessariamente (já que somente 5% dos casos exigem segundo nível) para o reparo de seus veículos. Já imaginou desmontar o carro inteiro a cada pequena intervenção básica de manutenção?

Da mesma forma, você vai ao médico, ele faz um exame de primeiro nível, prescreverá determinados remédios para que então possa-se investigar a ação destes. Na maioria das vezes, tudo será resolvido, entretanto eventualmente o tratamento poderá não dar certo de início, exigindo uma intervenção de segundo nível. Isso não significa que seu médico é incompetente, ele apenas está respeitando um procedimento padrão para qualquer esfera de intervenção médica no caso.

Já tivemos clientes que não ficaram contentes com nossos serviços, não se pode deixar 100% das pessoas absolutamente satisfeitas. Reconhecemos também que existe uma possibilidade de erro de diagnóstico ou erro de ação, porém na maioria das vezes, os clientes insatisfeitos eram clientes de primeiro nível cujos carros tiveram defeitos que exigiram procedimento de segundo nível e isso só é possível ser detectado num retorno a oficina.
Entre os passos de nossos procedimentos observa-se:

  1. Procurar ser transparente e explicar a estrutura do primeiro e segundo níveis aos clientes (ao menos deveria ser assim, se não foi, por favor nos avise). 
  2. Utilizar padronização de procedimentos, check-in e check out.
  3. Tentar contatar os clientes posteriormente  a fim de investigar o nível de satisfação obtido.

Sabemos que algumas pessoas tem um nível de exigência acima da média e portanto, será inevitável que eventualmente haverá alguém que dê nota baixa para os serviços da oficina, mas isto faz parte do negócio, são “ossos do ofício”.